Precisamos de arte para quê?
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| Foto: Tili Oliveira |
Cada vez que alguém me faz essa pergunta, eu juro que conto até dez para que eu não haja exatamente como provavelmente essa pessoa espera, ou seja, sem a arte de ter paciência e tentar ver o que realmente há por tráz da pergunta.
Sim, eu sei que é um debate que não pode feito de forma raza, sem embasamento, ou qualquer outra coisa que a pessoa mereça que eu aponte para fazer a defesa de algo tão importante como penso que seja a arte em si, mas o que eu quero aqui, de verdade, não é isso.
Eu não quero citar os pensadores clássicos da Grécia antiga, ou os antropólogos todos que estudei na graduação de Ciências Sociais d aUSP, ou ainda os defensores da Arte Moderna, grande fenômeno (segundo especialistas do mundo todo) realizado no Brasil em 1922.
Eu hoje, ao voltar a escrever por aqui, depois de um turbilhão de coisas que aconteceu comigo e com minha família nos últimos dias, quero apenas dizer uma coisa:
A minha caminhada por essa vida não seria absolutamente NADA, se eu não visse arte em quase tudo ao meu redor; se eu não prezasse pela arte nas pequenas coisas produzidas por minha mãe quando eu era criança; se eu não me emocionasse cada vez que vejo um belo filme, ou leio um livro fascinante, ou ainda quando vislumbro um trabalho exposto e sinto o fôlego sumir, me fazendo imaginar o que pensava o autor daquela obra quando a fez.
Eu sou tão grata pela vida, sabe?! Demais mesmo. Eu amo viver tudo o que vivo, vivi e ainda vou vier! E a arte coloca aquele cristal mais brilhante no topo de tudo que eu amo, em todos os dias da minha vida.
Eu mesma me vejo como uma humilde fazedora de arte cotidiana. O tempo todo tento fazer cada coisa com o maximo cuidado possível, para que aquilo não seja apenas "aquilo", mas sim o algo feito com cuidado e carinho que virou minha pequena arte diária.
Eu vou fechar este texto, afirmando meu amor a arte usando como argumento a minha felicidade plena diária. Vejam a foto acima mais uma vez e contemplem a arte mais perfeita que fiz em toda a minha vida: meu filho, que por sinal é um artista e também ama a tal da arte!

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