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Mostrando postagens com o rótulo caminhada poesia crônicas natureza crises existenciais

Em vivo!

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Imagem: ChatGPT O menino olha, mas não me vê. Viaja sob as luzes piscantes do tempo em que ele escolheu estar. Seus cabelos exprimem sua indiferença com o mundo que o rodeia Para que pente, escova? Não, estou bem assim. Ele ama estará ali, vivo, junto daquelas pessoas tão diversas e lindas! Ele fica tão feliz que, sem perceber dança aleatoriamente. Sem música, sem assovio, sem sequer um vento soprando Ele exprime sua felicidade. “Ela é perfeita, aquela que me entende sem nada dizer.” “Ela me trouxe aqui e aqui eu quero ficar.” Ele já quis partir desse mundo, por não conseguir entendê-lo, mas agora ele a encontrou. E a agora ele está feliz por estar vivo. E agora ele sempre dança...

Passos

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  Um passo por vez, e a vida vai se endireitando Passadas longas Passadas curtas Passadas curtíssimas com saltinhos quase infantis Mas como dizem por aí: - Devagar se vai ao longe, então você desacelera. E por fim estanca, ao ver uma névoa branca no final do horizonte. Aquilo te lembra a vontade necessária de descansar E, como uma coisa puxa a outra, Você percebe que ali na frente tem um semáforo vermelho Onde seu transporte, sem querer, também parou. Então, você volta a correr E enfim consegue seguir viagem para o seu destino final. No caminho, outros percalços com certeza devem acontecer Mas nesse momento, outra certeza que você terá, é que está seguindo, com certeza, em frente!

Autocuidado e infância

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  Foto: Tili Oliveira Quem deseja ser imperturbável e sereno deve aprender a não se incomodar com o que está fora de seu controle - Sêneca Como quase todo mundo, atualmente tenho lido e ouvido muito sobre ser uma pessoa melhor, mais feliz, mais produtiva e menos estressada. Ando então, redescobrindo a filosofia. Percebi nos últimos dias, nessas andanças pela literatura clássica e filosófica, que meu espírito sempre vagou pela seara da busca pelo bem-estar pessoal, mas inconscientemente! Estou sempre às voltas com meus óleos essenciais, textos de poesia, rodas de mulheres, passeios ao ar livre. Essa coisa de gente estranha, como diz a geração Z. E tenho também refletido muito sobre minha infância, juventude e trabalho ao longo da vida, o que marca ainda mais um desejo muito precoce de ver tudo ao meu redor funcionando em harmonia com o Cosmo (nem sie de onde tirei essa coisa de funcionar em harmonia com um Cosmo que me parece cada vez mais caótico!). Ocorre que, na falta de ...

A Música muda tudo

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  imagem: ChatGTP Dias comuns demais às vezes me são incômodos. Então eu invento. Quando caminho, percebo que ao meu redor o som é estranhamente alto , quase ofensivo aos meus ouvidos. Às vezes, o automático da vida não me deixa notar. Mas, na maioria das vezes, esse ruído me aborrece. Então eu invento. Invento minha trilha sonora, o meu próprio som. Coloco os fones e deixo que a música que escolho seja a sonoplastia do meu dia. Deixo meus pés caminharem no ritmo da visão que quero ter do mundo. Olho ao meu redor e sinto as árvores dançando comigo. Percebo os olhares sobre mim e me imagino irmanada a cada ser ao meu entorno — e além! E, em poucos minutos, meu mundo muda: o ritmo, a monotonia, a cacofonia. E eu já não sou mais só, perdida num mundo caótico, barulhento e incolor...

Sendo onipotente hoje

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Imagem: ChatGPT Hoje estou fazendo acordo até com o caos. Não tenho pretensão de discutir com ninguém — nem com nada. É impossível resolver tudo sem ter todas as ferramentas necessárias. Caminhar é, e sempre será, a única escolha possível. Por isso, dei uma chance à pretensão de ser uma Deusa. Só por hoje, pretendo ser onipotente: decidir o que vou sentir ao caminhar pela vida caótica à minha volta. Alguns instintos nos dizem, às vezes, para deixar pra lá e desistir. Outras vezes, sussurram: “corra, sua louca, corra atrás e acerte o mal com uma pedrada”. E às vezes, você ouve o instinto. Outras, faz “ouvidos de mercador” e apenas segue em frente. Hoje, eu sou uma Deusa — e não quero resolver nada que não seja tão perfeito quanto uma linda árvore.

Por Inquietude

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  Imagem: ChatGPT Meus dias andam inquietos — o vento ruge em meus ouvidos como um leão chamando o seu bando.   Meu coração decidiu doer nestes dias, como se pressentisse um mal que em breve deve chegar.   Caminho recolhendo as últimas flores que os ipês derramam em despedida, sentindo o clamor das árvores pela chuva que chega — pouco, ou quase nada.   Há um lado da caminhada que me pede para seguir em frente, sem hesitar diante do que virá. O outro grita para eu parar, para me render — sim, ao desespero.   As folhas que batem em meu rosto vêm com o vento e as pequenas gotas da garoa que teima em cair; são espinhos em minha pele, sussurrando que é hora de recolher, de esperar.   Não há jeito fácil de chegar ao fim dessa caminhada, mas desejo que, ao menos, as dores sejam menos insistentes — que cessem enquanto tento me concentrar nos passos pelas ruas tão impermeáveis.   E então, quando sinto o sol e fecho minhas pálpebras por segundos ...

Um novo caminho se desenha

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Imagem: ChatGPT   Um novo caminho se desenha. Aos poucos ele vai se consolidando como uma possibilidade interessante. Dificuldades se seguem, fios emaranhados, semáforos intermináveis, prédios e mais prédios... Mas a vida se desenrola plena, mesmo que não entendamos como. Sigo apreciando o céu e as novas árvores e plantas que encontro pelo caminho. Demorei bastante para querer seguir pelos novos espaços, mas parece que o tempo das dificuldades sempre me leva à busca por novas paragens, como que para meditar. Sim, meditar é preciso, mas é muito difícil quando os ruídos não querem cessar dentro de nós. Quando as matracas não param de falar em nossas cabeças, nos aborrecendo com problemas, horários, compromissos e uma série de outras coisas inúteis, fica complicado dar vazão ao silêncio. Mas se insistirmos em seguir, mesmo sentindo todas as dores e dissabores, acredito que, em algum momento a música cessa e o breu infinito de instala, fazendo com que apenas os outros sen...

Enquanto há vida

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  Hoje caminhei mais uma vez em solitude. Uma caminhada difícil e necessária para tentar desafogar um pouquinho a alma de seus anseios e medos. Na minha utopia de vida, ninguém morre, sabe?! Sei lá, eu sempre espero que ninguém ao meu redor vá morrer. Sempre acredito que vá viver eternamente. Não que eu acredite de verdade nisso, mas a vontade está sempre ali, maior que a razão. Felizmente ou não, para a vida em si, continuar em frente é justamente efetivar o desaparecimento de alguém para que haja espaço para outrem. É da vida, dizem. Mas deveriam dizer “é da morte”. Mas sabemos que a utopia de todos é sempre reservada aos nossos próprios botões. É da nossa natureza sermos egocêntricos, fazer o quê? Assim como os escorpiões, não conseguimos evitar. Tá lá o morto estendido no chão, como dizia a música de Chico, mas ao passarmos por ele/ela, pensamos automaticamente: “ainda bem que não é ninguém que eu conheço”. Sempre tentamos preservar aqueles que nos são mais próximos, mais caros...

Aranhas

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Emaranhadas teias se estendem por postes e árvores — não é possível deter os olhos sem notar as garrinhas tenebrosas. São escuras ou transparentes; grossas, fininhas; feias, belíssimas. Podem ser potentes ou singelas e frágeis; enormes ou ainda um simples anel em volta de um pequeno botão de flor. No entanto, ao olharmos com mais vagar, sem tantos preconceitos, podemos perceber o quanto são imprescindíveis à natureza — e, especialmente, ao mundo atual. As luzes da cidade, tão lindas após o pôr do sol, escondem-se durante o dia entre frestas de fios emaranhados pelo tempo e pela falta de paciência dos homens. Às vezes, é até sombrio caminhar pela cidade que, com tantos encantos, parece não merecer tal afronta visual. Mas esses aglomerados, que à primeira vista parecem horripilantes, são capazes de nos deleitar em contemplação. Um mundo dentro de um mundo, dentro de um mundo… O que mais me intriga no universo das aranhas é justamente essa capacidade de se esconderem de forma tão enge...

Dores

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Nada na vida é de graça. Sempre que recebemos alguma coisa, a vida, inevitavelmente, nos cobra o retorno. Da mesma forma, sabemos que tudo o que damos — ou desejamos — ao outro, de algum modo, sempre retorna para nós. Hoje, ao caminhar pelo mesmo trajeto de sempre, sentindo intensas dores articulares, pensei muito sobre isso. Será que nossas dores, na maturidade ou na velhice, são o acúmulo das nossas ações ao longo da vida? Será que as dores que, por bem ou por mal, impingimos a outras pessoas voltam para nos assombrar quando nos aproximamos do fim? Ou seriam essas dores o reflexo de todas as vezes em que maculamos nossa essência? Quando dissemos “sim” ao que, no fundo, queríamos recusar. Quando nos deixamos arrastar para lugares e sensações que não desejávamos. Quando sonhamos com algo grandioso, mas desistimos por parecer pouco rentável — ou por medo da reprovação dos nossos pares. Há muitas teorias — psicológicas, filosóficas, médicas e espirituais — para as dores inexplicávei...

Companhia

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Foto:chatgtp/Tili Caminhar em solitude faz bem pra alma — mas nem sempre pro coração. Há momentos em que seguir ao lado de quem amamos, com quem escolhemos partilhar a vida, merece um cuidado mais demorado, mais presente. Seguir juntinhos, rindo, fofocando a vida alheia, falando dos filhos e suas miudezas cotidianas... ah, isso aquece até o coração mais atolado em cinzas. Hoje caminhei com meu amor de alma. Meu confidente, meu par na vida — inclusive nas causas perdidas. Nos atrasamos na saída... e que bom! Porque a espera de um pelo outro já se fazia desejo antigo. Nossa rotina, tão espremida entre os afazeres mecânicos e as poucas horinhas roubadas para uma série ou um filme, pedia — não, gritava — por mais tempo de cultivo desse amor que anda meio negligenciado pelos atropelos da vida. Os tempos andam sombrios, é verdade. Fumaças tóxicas rondam. O ar, curto. As doenças que batem nas portas das famílias. As mudanças físicas que o tempo vai desenhando nos corpos. E aquelas po...

Caminhar, salva!

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  Foto: Chatgpt Sabedora da dor de não caminhar, sou aquela que procura pelas brechas da vida algum momento em que meus pés possam, enfim, sentir o chão — e a gravidade agindo sobre ele. Muitas vezes me peguei pensando em como seria minha vida se algo acontecesse e eu não pudesse mais caminhar. Pois bem, nos últimos dias, em nome de um bem maior, foi preciso sacrificar meus momentos de caminhada em solitude. E, assim, nasceram pensamentos sombrios — e atitudes ainda piores. É provável, sim, que a terapêutica da minha caminhada faça diferença na personalidade que venho construindo ao longo dos anos — diabolicamente moldada, talvez, por uma genética caótica. Mas também é possível, ainda que soe como teoria conspiratória, que esses pensamentos e atitudes recentes estejam ligados ao cansaço do processo que vivemos em família, ou à alimentação desregulada. Afinal, é fato comprovado: o cérebro responde ao que o intestino absorve — vitaminas, nutrientes e o que mais vier. Enfim, o mistéri...